Em meio ao anúncio de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos, empresários de diversos setores incentivam o STF a restaurar a elegibilidade de Jair Bolsonaro, conceder anistia aos opositores políticos e arquivar investigações contra lideranças de direita. O objetivo é demonstrar ao mercado internacional comprometimento com estabilidade institucional e segurança jurídica.
Líderes do agronegócio, indústria e serviços argumentam que a disputa vai além de fatores econômicos, envolvendo insegurança jurídica e a erosão de garantias fundamentais desde 2019 — questões que, segundo eles, têm sido levadas a organismos internacionais como organismos da ONU e da OEA. O receio é que o ambiente institucional frágil afaste investimentos estrangeiros e intensifique o enfrentamento diplomático com Washington.
Fontes ouvidas sob condição de anonimato relatam que o empresariado tenta oferecer ao governo federal canais alternativos de negociação com os EUA. A proposta inclui uma “diplomacia paralela”, realizada por atores da iniciativa privada, para evitar a politização excessiva das tratativas oficiais, apontando falhas no protagonismo do Planalto, do ministro das Relações Exteriores e até do STF.
Eles sustentam que os entraves não são apenas tarifários, mas refletem críticas públicas do ex-presidente Donald Trump à postura do Brasil nos últimos anos — especialmente no que tange a decisões judiciais, supostas perseguições políticas e atuação do STF. Empresários sugerem que, ao aprovar anistia ampla e restituir o direito de disputar eleições a Bolsonaro, o Brasil envia ao exterior sinais de recomposição das bases democráticas e redução de riscos institucionais.
Com as eleições de 2026 se aproximando, o empresariado teme que a ausência de medidas concretas do STF e do Executivo acentue a crise vigente, prejudicando o comércio exterior e a imagem do país. A proposta defende a adoção de mecanismos jurídicos imediatos para assessorar o Brasil na reversão do “tarifaço” norte-americano, restabelecendo o diálogo com investidores e parceiros globais.