Moeda norte-americana encerrou o pregão em forte alta, pressionada pelo cenário externo e pela maior aversão ao risco entre investidores.
O dólar comercial fechou em alta nesta terça-feira (23), cotado a R$ 5,187, registrando valorização de 0,87% e atingindo o maior patamar desde o fim de março. O avanço da moeda norte-americana foi impulsionado principalmente pelo aumento da aversão ao risco no mercado internacional, em um ambiente de maior cautela entre investidores diante das incertezas econômicas globais.
Ao longo do dia, o dólar operou em alta consistente, acompanhando o fortalecimento da moeda dos Estados Unidos frente a diversas divisas emergentes e desenvolvidas. No mercado brasileiro, o movimento também refletiu a repercussão da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), documento que trouxe sinais observados com atenção pelos agentes financeiros.
Apesar da pressão sobre o câmbio, a bolsa brasileira conseguiu encerrar o pregão em terreno positivo. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores do país, subiu entre 0,52% e 0,65%, encerrando próximo de 171,4 mil pontos. O desempenho positivo das ações demonstrou um alívio parcial no mercado acionário, mesmo com o avanço da moeda americana.
Analistas apontam que a valorização do dólar está diretamente ligada ao fluxo internacional de capitais em direção a ativos considerados mais seguros, especialmente em momentos de instabilidade geopolítica e dúvidas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos. Quando cresce a busca por proteção, moedas de países emergentes, como o real, tendem a sofrer maior pressão.
A cotação atual representa o nível mais elevado desde 31 de março, quando o dólar havia encerrado perto de R$ 5,17. O movimento reforça a volatilidade cambial observada nas últimas semanas, em meio a fatores externos e expectativas sobre política monetária global. Especialistas seguem monitorando a evolução do cenário internacional, que continuará sendo decisivo para o comportamento do câmbio nos próximos dias.