O Fluminense iniciou sua trajetória no Mundial de Clubes da FIFA com uma atuação de destaque, mas viu o empate em 0 a 0 contra o Borussia Dortmund na estreia, disputada no dia 17 de junho de 2025, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
Desde o primeiro apito, o Tricolor carioca impôs ritmo intenso e eficiência na transição ofensiva, acumulando 14 finalizações – o dobro do rival alemão – contra apenas sete chances do Dortmund. O colombiano Jhon Arias foi eleito o melhor em campo pela FIFA, atuando como principal motor das investidas pelo flanco direito.
A equipe de Renato Gaúcho sufocou o sistema defensivo dos visitantes, especialmente na primeira etapa, quando Arias assustou com arremate de fora da área aos 17 minutos, exigindo grande defesa de Gregor Kobel. Martinelli também passou perto, acertando o poste aos 34, enquanto Nonato cobrou de rebote e quase viu a bola entrar, mas o bloqueio de Kobel impediu o gol.
No segundo tempo, o domínio tricolor continuou. Everaldo teve grande chance, mas desperdiçou ao hesitar, e Canobbio finalizou com pouca força na cara do goleiro alemão. Mais tarde, Kobel protagonizou defesas milagrosas em finalizações de Everaldo e Nonato, mantendo a meta adversária intacta.
Do lado europeu, o Dortmund encontrou dificuldades ofensivas: a equipe não acertou um único chute no gol durante o primeiro tempo, só acordando tardiamente com algumas finalizações de Sabitzer e Guirassy. O técnico Niko Kovac reconheceu a força do adversário, elogiando o equilíbrio entre Europa e América do Sul.
O empate mantém o tabu dos clubes brasileiros contra europeus no Mundial de Clubes – sem vitórias desde 2012, quando o Corinthians bateu o Chelsea. Agora, o Fluminense se prepara para enfrentar o Ulsan HD, da Coreia do Sul, no sábado (21), no mesmo estádio. Já o Dortmund, que buscar reforçar seu setor ofensivo, encara o Mamelodi Sundowns em Cincinnati.
Em resumo: domínio técnico, postura ofensiva e falta de pontaria definiram o empate inicial do Flu no Mundial de Clubes – um resultado que traz confiança, mas também sinaliza o desafio pendente: transformar superioridade em gols certeiros.