Fungos letais: o que a ciência diz sobre o risco de uma pandemia real como em ‘The Last of Us’

Imagem: The University of Adelaide

A série “The Last of Us”, sucesso da HBO, trouxe à tona o fungo Cordyceps, responsável por transformar humanos em criaturas agressivas na trama. Embora a narrativa seja fictícia, o Cordyceps é um fungo real que parasita insetos, especialmente formigas, controlando seu comportamento até a morte do hospedeiro.

Na natureza, o Cordyceps não representa ameaça aos humanos devido à nossa temperatura corporal elevada, que impede seu desenvolvimento. No entanto, especialistas alertam que as mudanças climáticas podem forçar fungos — que causam milhões de mortes anuais — a se adaptarem a temperaturas mais altas, potencialmente aumentando o risco de infecções fúngicas em humanos.

Além do Cordyceps, outros fungos, como a Candida auris, têm causado preocupação global. Identificada pela primeira vez em 2009, essa levedura é resistente a múltiplos antifúngicos e tem se espalhado rapidamente em ambientes hospitalares, levando a altas taxas de mortalidade.

O aumento de infecções fúngicas graves destaca a necessidade de maior atenção à pesquisa e desenvolvimento de tratamentos eficazes. Embora o cenário apocalíptico de “The Last of Us” permaneça na ficção, a realidade exige vigilância constante sobre as ameaças fúngicas emergentes.

Em suma, enquanto o Cordyceps não é uma ameaça direta aos humanos, a crescente adaptação de fungos a ambientes mais quentes e a resistência a tratamentos existentes ressaltam a importância de investimentos em saúde pública e pesquisa científica para prevenir possíveis crises futuras.

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