Justiça Eleitoral reforça o uso da biometria para identificar eleitores e agilizar o processo de votação durante o pleito de 2026.
A identificação biométrica será um dos principais instrumentos utilizados pela Justiça Eleitoral para reforçar a segurança e a agilidade nas Eleições 2026. O sistema, que utiliza as impressões digitais para confirmar a identidade do eleitor antes da liberação da urna eletrônica, já está presente na maior parte do eleitorado brasileiro e integra as medidas adotadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para aumentar a confiabilidade do processo de votação.
De acordo com a Justiça Eleitoral, os eleitores que já possuem biometria cadastrada deverão, preferencialmente, realizar a identificação por meio da digital no momento da votação. Após a conferência dos dados, a urna será liberada normalmente para o registro dos votos. Caso ocorra alguma dificuldade na leitura da impressão digital, o mesário poderá repetir o procedimento. Persistindo a falha, a identificação será feita por meio de um documento oficial com foto, sem impedir o cidadão de exercer seu direito ao voto.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, aproximadamente 95% do eleitorado brasileiro, o equivalente a cerca de 150 milhões de pessoas, já possui cadastro biométrico. A expectativa é de que esse percentual continue aumentando com as campanhas de cadastramento promovidas pelos tribunais regionais eleitorais. O objetivo é reduzir o risco de fraudes, impedir que uma pessoa vote no lugar de outra e tornar a identificação dos eleitores mais rápida e segura. Além disso, a biometria também contribui para a atualização permanente do cadastro eleitoral.
A Justiça Eleitoral orienta que o eleitor consulte previamente sua situação cadastral antes do dia da votação e verifique se a biometria já está registrada. O procedimento pode ser realizado de forma presencial nos cartórios eleitorais ou por meio dos serviços digitais disponibilizados pelo TSE. Para quem ainda não possui o cadastramento biométrico, o voto continuará sendo permitido mediante a apresentação de documento oficial com foto, desde que o título eleitoral esteja regular e o eleitor esteja apto a participar das Eleições 2026. O Tribunal ressalta que a biometria é uma ferramenta de identificação, mas eventuais falhas na leitura da digital não impedem o exercício do direito ao voto quando a identidade do eleitor puder ser confirmada por outros meios previstos na legislação eleitoral.