O avanço recente do programa de mísseis do Irã reacendeu discussões sobre a possibilidade de alvos europeus entrarem no raio de alcance dessas armas. Informações divulgadas nos últimos dias indicam que o país do Oriente Médio já demonstrou capacidade de lançar projéteis a distâncias próximas de 4 mil quilômetros, o que teoricamente permitiria atingir capitais como Londres e Paris.
Relatos de um ataque iraniano contra uma base militar no Oceano Índico, situada a milhares de quilômetros do território iraniano, reforçaram essa preocupação. A distância percorrida pelos mísseis é semelhante à que separa o Irã de grandes centros urbanos europeus, o que elevou o nível de alerta em governos do continente.
Historicamente, o arsenal iraniano era associado a mísseis de curto e médio alcance, com capacidade entre 1.300 e 3.000 quilômetros. Esse limite já colocava partes do sudeste da Europa dentro de uma possível zona de risco, mas não abrangia integralmente capitais mais distantes do oeste europeu.
Agora, com testes e operações indicando alcance superior, especialistas avaliam que o cenário mudou. Autoridades militares estrangeiras alertam que novos modelos podem atingir até 4.000 km, ampliando significativamente o raio estratégico do país.
Apesar disso, governos europeus adotam um tom cauteloso. No Reino Unido, autoridades afirmam não haver indícios concretos de que o Irã planeje atacar diretamente o continente, além de destacarem a existência de sistemas de defesa antimísseis integrados à OTAN.
Analistas apontam que, embora a capacidade técnica esteja evoluindo, fatores como precisão, defesa aérea e contexto político influenciam diretamente qualquer possibilidade real de ataque. Assim, o risco existe no campo estratégico, mas ainda depende de variáveis militares e diplomáticas para se concretizar.