Autoridades iranianas afirmam que os dois homens repassaram informações estratégicas ao Mossad e reforçam ações contra crimes considerados de segurança nacional.
O governo do Irã anunciou nesta segunda-feira (3) a execução de dois cidadãos iranianos condenados por espionagem e colaboração com Israel. De acordo com informações divulgadas pela agência Mizan, vinculada ao Poder Judiciário iraniano, Omid Behzad e Pouria Safvat foram considerados culpados de fornecer dados estratégicos ao Mossad, o serviço de inteligência israelense.
Segundo as autoridades iranianas, os dois homens teriam transmitido coordenadas de instalações militares e de segurança, além de imagens e outras informações classificadas como sensíveis. A acusação sustenta que os dados foram enviados durante o período de intensificação das tensões entre Irã e Israel, tornando a colaboração um crime contra a segurança nacional.
As execuções ocorrem em um momento de forte endurecimento das medidas adotadas por Teerã contra suspeitos de atuar em favor de serviços de inteligência estrangeiros. Nos últimos meses, o país ampliou a repressão a pessoas acusadas de colaborar com Israel, especialmente após episódios de conflito que elevaram a tensão no Oriente Médio.
O governo iraniano afirma que as sentenças seguiram os procedimentos previstos pela Justiça do país. Já organizações internacionais de direitos humanos e governos ocidentais frequentemente manifestam preocupação com a aplicação da pena de morte no Irã, principalmente em casos relacionados à segurança do Estado, alegando falta de transparência e questionando garantias do devido processo legal.
A rivalidade entre Irã e Israel continua sendo um dos principais focos de instabilidade no Oriente Médio. Além dos confrontos indiretos travados por meio de grupos aliados na região, os dois países trocam acusações de operações de espionagem, sabotagem e ataques contra instalações estratégicas, cenário que mantém elevada a tensão diplomática e militar.