O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo Jair Bolsonaro e integrantes do chamado “núcleo 1” do processo que investiga uma tentativa de golpe de Estado vem atraindo grande atenção — tanto pelo seu teor inédito quanto pela infraestrutura planejada para a cobertura.
A Primeira Turma da Corte promove um esquema robusto de segurança e incentivo à cobertura jornalística: um telão ficará instalado nas dependências do tribunal, permitindo que a imprensa acompanhe em tempo real o que ocorre na sala de sessão. Foram credenciados 501 profissionais de imprensa, entre nacionais e estrangeiros, e 3.357 pessoas do público geral se inscreveram para acompanhar as cinco sessões previstas, com 150 vagas reservadas na Segunda Turma para os cidadãos contemplados por e-mail de confirmação.
As sessões foram agendadas para ter início em 2 de setembro e vão até 12 de setembro de 2025, conforme cronograma definido pelo presidente da turma, ministro Cristiano Zanin, e conduzidas pelo relator Alexandre de Moraes. A programação prevê dias com duas sessões (manhã e tarde) e outros com apenas uma, totalizando até 27 horas de julgamento.
No banco dos réus, além de Bolsonaro, figuram cinco militares e dois civis que ocupavam cargos estratégicos, incluindo ex-ministros e um ex-diretor da Abin.
A atenção ao caso também ultrapassou fronteiras. O jornal britânico The Economist traz Bolsonaro como “Trump dos trópicos” e classifica o julgamento como uma “lição de democracia”, reforçando o caráter simbólico do processo para além do território nacional.