Suspensão de serviços médicos afeta hospitais e tratamentos no RN após atrasos de pagamento denunciados pela categoria.
A capital potiguar registrou, nesta segunda-feira (27), impactos significativos na rede de saúde após a paralisação de médicos que atuam nos serviços de média e alta complexidade. A mobilização envolve cerca de 120 profissionais e atinge diretamente unidades hospitalares que atendem pacientes de diversas regiões do estado.
De acordo com informações divulgadas pela categoria, a interrupção ocorre em razão de atrasos nos repasses financeiros referentes aos serviços prestados, com pendências que se estendem desde setembro de 2025. A situação tem gerado preocupação entre instituições de saúde, principalmente devido ao risco de descontinuidade em tratamentos considerados essenciais.
Entre os locais afetados estão a Liga Contra o Câncer, o Hospital do Coração, o Incor e o Hospital Varela Santiago, onde procedimentos e atendimentos especializados podem ser prejudicados, especialmente para pacientes encaminhados do interior do Rio Grande do Norte.
Em nota, a Liga Contra o Câncer demonstrou apreensão com os possíveis reflexos da paralisação e destacou a importância de um entendimento entre as partes para evitar maiores danos à população atendida. A instituição também ressaltou que os médicos atuam como prestadores de serviço, sem vínculo direto.
O Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte informou que não participou das negociações e orientou que os esclarecimentos sejam buscados junto às empresas contratantes e às unidades de saúde envolvidas.
Até o momento, não há definição oficial sobre o período de duração da paralisação, o que aumenta a incerteza para pacientes que dependem de cirurgias, exames e tratamentos de maior complexidade no estado.