Estado registra retração de 16,36% na produção de óleo e gás em 2026, impactando arrecadação, empregos e royalties.
O Rio Grande do Norte enfrenta um cenário preocupante no setor de petróleo e gás natural após registrar uma queda de 16,36% na produção média diária nos quatro primeiros meses de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados, divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, mostram uma redução de aproximadamente 6.470 barris de óleo equivalente por dia (boe/d), reforçando o avanço do declínio produtivo no estado.
A retração representa uma das mais expressivas dos últimos anos e levanta preocupações sobre os impactos econômicos no estado, especialmente em municípios que dependem diretamente da cadeia produtiva do petróleo. Especialistas apontam que a queda afeta não apenas a produção energética, mas também a arrecadação de royalties, a geração de empregos e o desempenho de empresas ligadas ao setor de exploração e serviços.
Entre os principais fatores para a redução está a interdição de diversas instalações na Bacia Potiguar, determinada pela ANP após inspeções técnicas identificarem falhas operacionais e de segurança. Segundo relatório do órgão regulador, foram encontradas irregularidades relacionadas a sistemas de combate a incêndio, planos de emergência e integridade estrutural de equipamentos.
O cenário no Rio Grande do Norte contrasta com o desempenho nacional. Enquanto o estado registra retração, o Brasil alcançou novo recorde de produção de petróleo e gás em abril de 2026, com 5,64 milhões de barris de óleo equivalente por dia, impulsionado principalmente pela produção do pré-sal.
Para representantes do setor, a recuperação da produção potiguar dependerá de investimentos em modernização, retomada operacional dos campos interditados e políticas de incentivo que fortaleçam a indústria local. O desempenho dos próximos meses será decisivo para medir a capacidade de reação de uma das atividades econômicas mais estratégicas do estado.