Um mês após a captura de Maduro: transformações políticas e econômicas na Venezuela

Foto: Flickr/@Gobierno Bolivariano de Venezuela

Em torno de um mês depois da operação militar conduzida pelos Estados Unidos que resultou na captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa Cilia Flores, o quadro político e econômico da Venezuela passa por mudanças significativas. A ação, iniciada em 3 de janeiro, envolveu bombardeios em Caracas e outras localidades, levando à retirada do líder chavista do país e sua apresentação perante um tribunal em Nova York sob acusações que incluem narcotráfico e conspiração.

Logo após a captura, Delcy Rodríguez assumiu de forma interina a presidência e, desde então, tem buscado reorientar a política interna e externa de Caracas. Um dos principais movimentos foi a reforma da legislação de hidrocarbonetos, liberando maior participação de empresas estrangeiras no setor petrolífero venezuelano — uma tentativa de revitalizar uma economia profundamente abalada por anos de má gestão e sanções.

Além disso, houve avanços nas relações com os Estados Unidos, com o reestabelecimento da embaixada americana em Caracas e encontros entre autoridades venezuelanas e representantes de Washington para discutir cooperação em energia, comércio e estabilidade política.

No âmbito social, a libertação de centenas de presos políticos ampliou o debate sobre direitos humanos no país, embora organizações como o Foro Penal ainda registrem dezenas de detidos.

As reformulações no setor petrolífero provocam reações mistas: trabalhadores esperam melhora nas condições, mas muitos seguem céticos quanto ao impacto real nas vidas cotidianas, dada a inflação persistente e infraestruturas degradadas.

No cenário externo, a intervenção dos EUA e as subsequentes negociações diplomáticas influenciam a política regional, suscitando tanto apoio de alguns governos quanto críticas de analistas que questionam implicações de soberania e direito internacional.

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