Em 2024, o real brasileiro registrou a maior desvalorização entre as principais moedas globais, acumulando uma queda de 21,52% em relação ao dólar até 17 de dezembro.
Essa desvalorização supera a registrada em 2020, durante a pandemia, quando o real caiu 22,44%.
No dia 18 de dezembro, o dólar atingiu R$ 6,267, marcando o maior valor nominal já registrado.
Apenas três das vinte principais moedas globais não apresentaram queda frente ao dólar em 2024: o dólar de Hong Kong, com valorização de 0,6%; o rand sul-africano, com alta de 1%; e a libra esterlina, que se manteve praticamente estável.
Fatores internos, como a percepção de risco fiscal, e externos, como a política monetária dos Estados Unidos, influenciaram essa desvalorização.

Em 2022, o real sofreu uma desvalorização de 34,33%, reflexo de incertezas políticas durante a transição de governo.
Por outro lado, em 2009, durante o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o real se valorizou 34,22% frente ao dólar, impulsionado pela recuperação global após a crise de 2008 e pelo crescimento econômico do Brasil.
A volatilidade cambial em 2024 reflete tanto fatores internos quanto externos.
Especialistas apontam que o desempenho futuro do real dependerá de ajustes fiscais e reformas estruturais que reduzam a incerteza econômica no Brasil.
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