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14 de março de 2026
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Governo recua e Alckmin tentará acordo antes do “tarifaço”

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O governo federal mudou de postura após anúncio dos Estados Unidos de taxar importações brasileiras com aumento de 50% a partir de 1º de agosto. Em vez de bravatas e retaliações imediatas, o foco agora é a construção de um acordo antes do prazo — defende o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin.

Nesta terça-feira (15), Alckmin liderou duas reuniões com representantes da indústria e do agronegócio, enfatizando a união entre governo e setor privado para pressionar em conjunto os EUA. Empresários destacaram impacto na cadeia produtiva, como o agro, metais e aviação, e reforçaram que é essencial esgotar vias diplomáticas antes de pensar em retaliação .

Embora algumas associações tenham sugerido solicitar adiamento de 90 dias, Alckmin esclareceu que o foco é negociar um entendimento até 31 de julho, não recorrer imediatamente à Lei de Reciprocidade. A estratégia de diálogo inclui pressão direta dos empresários — nacionais e americanos — junto às autoridades norte-americanas.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, alertou para risco de até 110 mil demissões sem acordo, reforçando a urgência na negociação. Já o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, lembrou que o Brasil já abriu 393 novos mercados para o agro, mas mantém o compromisso com os EUA.

Em resumo, o recuo do governo Lula reflete nova prioridade: usar a diplomacia e o setor produtivo para evitar o “tarifaço”, apostando em acordo rápido antes de adotar medidas unilaterais.

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