Na manhã de 3 de setembro de 2025, Pequim foi palco de um espetáculo militar sem precedentes: o maior desfile da história da China, marcado pela presença simbólica de Xi Jinping, Vladimir Putin e Kim Jong-un. Esse encontro histórico não foi apenas cerimonial — representou uma demonstração clara de alinhamento estratégico entre estas potências desafiadoras ao Ocidente.
O desfile, realizado na emblemática Praça da Paz Celestial, assinalou os 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. Além de Putin e Kim, participaram do evento cerca de 26 chefes de Estado, enquanto líderes ocidentais permaneceram ausentes — a exceção foi o premiê eslovaco Robert Fico.
No discurso central, Xi Jinping lembrou a humanidade estar diante de uma escolha entre paz e guerra, numa clara mensagem política ao mundo. O líder chinês também homenageou veteranos da guerra e destacou a disposição de enfrentar ameaças externas com base na autossuficiência nacional.
No que se refere ao arsenal bélico exibido, o desfile foi uma vitrine do avanço tecnológico militar da China. Pela primeira vez, a nação exibiu sua tríade nuclear completa — terra, mar e ar — incluindo mísseis intercontinentais com alcance de até 20.000 quilômetros, drones torpedo, tanques do tipo Type-100, armas hipersônicas, além de sistemas avançados em ciberespaço e guerra eletrônica.

Um dos destaques do arsenal foi um sistema laser de defesa aérea considerado o mais potente do mundo — ainda sob sigilo até a sua exibição. O desfile também incluiu tecnologia furtiva, drones antiaéreos, versões navais do caça J-20 e mísseis hipersônicos como o YJ-17 capazes de superar defesas externas.
Analistas interpretaram o evento como uma mensagem estratégica clara ao Ocidente: a aliança entre esses regimes autoritários (China, Rússia e Coreia do Norte) pode desafiar a hegemonia tradicional dos Estados Unidos, especialmente frente à crescente militarização no Pacífico e à fractura das alianças ocidentais.
