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19 de janeiro de 2026
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Fã de rock e motos, saiba quem é a primeira mulher eleita para governar o Japão

Foto: Philip Fong/AFP/Getty Images

Com uma trajetória que sai do palco da bateria para o gabinete mais alto do país, Sanae Takaichi escreveu um novo capítulo na política japonesa ao se tornar — nesta terça-feira — a primeira mulher a assumir o cargo de primeiro-ministro no Japão. Ela obteve 237 votos na Câmara Baixa, garantindo a liderança do governo após uma fase de instabilidade política que se seguiu à derrota da Liberal Democratic Party (LDP) nas eleições de julho.

Natural da província de Nara, Takaichi tem 64 anos e uma biografia que foge ao usual dos altos escalões do poder no país. Filha de uma policial e de um funcionário de uma empresa automotiva, ela era baterista de heavy metal nos tempos de universidade e entre suas paixões pessoais figura andar de moto.

No mundo político, ela é vista como parte da ala ultraconservadora da LDP, próxima à agenda do falecido ex-primeiro-ministro Shinzo Abe. Após a eleição partidária em 4 de outubro, tornou-se presidente da LDP — apontando-se então como a favorita para ocupar o cargo máximo do executivo.

A formação de governo, no entanto, se dá em clima tenso. O acordo de coalizão fechado com a Japan Innovation Party (Ishin) não foi suficiente para garantir maioria absoluta nas duas casas do Parlamento.
Para Takaichi, o desafio é enorme: conter a inflação, impulsionar a economia estagnada, lidar com crise demográfica — e ainda equilibrar uma diplomacia mais assertiva especialmente na Ásia.

Apesar de seu posto histórico, os especialistas indicam que esta ascensão não representa necessariamente uma guinada para políticas de igualdade de gênero — Takaichi se opõe a mudanças como a permissão de sobrenomes diferentes para casais ou a sucessão feminina direta do trono imperial.

Com a mão firme – assim como a que empunhava as baquetas em seus anos de universitária — a agora primeira-ministra do Japão assume não apenas um símbolo de mudança, mas um escritório cercado de incertezas. A velha estrutura política japonesa testemunha, enfim, uma mulher no comando — e o mundo observa se essa ruptura representará apenas um marco simbólico ou o início de uma nova era real.

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