Técnicos-administrativos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) iniciaram uma greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (23), em resposta ao que consideram descumprimento de compromissos firmados com o governo federal em 2024. A decisão foi tomada em assembleia realizada no auditório da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM), onde representantes da categoria reafirmaram insatisfação com pontos não atendidos no acordo anterior, que previa avanços sobre direitos da carreira e inclusão de servidores aposentados.
Segundo sindicalistas, a paralisação não busca reivindicar novas garantias, mas sim assegurar o cumprimento integral do que foi prometido no pacto firmado há quase um ano. Entre as principais queixas está a exclusão de aposentados das cláusulas negociadas e a ausência de implementação de temas estruturais, como jornada de 30 horas para todos os técnicos-administrativos.
A votação para deflagrar a greve foi apertada, com 53,5 % dos votos favoráveis entre os participantes da assembleia, marcando uma divisão interna sobre o momento de iniciar a paralisação. Após aprovarem o indicativo, representantes do Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação no Ensino Superior do RN (Sintest-RN) afirmaram que vão formalizar a comunicação da greve à Reitoria e organizar atos e mobilizações nas próximas semanas.
A categoria declarou que a mobilização segue “sem prazo para terminar”, com debates diários sobre as ações do movimento e possíveis negociações. A paralisação ocorre em um contexto mais amplo de mobilizações de servidores públicos federais da educação, que têm intensificado protestos nacionais por melhores condições de trabalho, reajuste salarial e reestruturação de carreiras.
A greve pode impactar o calendário acadêmico previsto para o início das aulas do semestre 2026.1, previsto para 2 de março, caso a mobilização se estenda sem acordo com a gestão federal e com a administração da universidade.
