O Banco Central determinou que os documentos relacionados à liquidação extrajudicial do Banco Master permaneçam sob sigilo por um período de oito anos. A medida foi formalizada em novembro de 2025 e estabelece que os registros só poderão ser acessados a partir de 2033, conforme resposta da autoridade monetária a um pedido via Lei de Acesso à Informação.
De acordo com o órgão, a restrição foi aplicada para evitar riscos à estabilidade financeira, econômica e monetária do país. O Banco Central também argumenta que parte do material envolve atividades de inteligência e processos de fiscalização ainda em andamento, o que poderia comprometer investigações caso houvesse divulgação imediata.
A liquidação do Banco Master foi decretada em novembro de 2025 após a identificação de uma “grave crise de liquidez” e “graves violações” às normas do Sistema Financeiro Nacional. “A decretação do regime especial nas instituições foi motivada pela grave crise de liquidez do Conglomerado Master e pelo comprometimento significativo da sua situação econômico-financeira”, informou o Banco Central à época.
A decisão de manter os dados sob sigilo passou a ser alvo de questionamentos no Tribunal de Contas da União (TCU). O ministro Jhonatan de Jesus solicitou esclarecimentos sobre quais trechos precisam permanecer restritos e se há possibilidade de liberação parcial das informações, abrindo espaço para revisão da medida.
Mesmo representando uma pequena fatia do sistema financeiro, o caso ganhou grande repercussão nacional e segue sendo acompanhado por órgãos de controle, especialmente devido aos impactos econômicos e às investigações ainda em curso envolvendo a instituição.
