Os Estados Unidos confirmaram que iniciarão, ainda nesta segunda-feira (13), um bloqueio naval no estratégico Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do planeta. A decisão ocorre após o fracasso de negociações diplomáticas com o Irã e amplia o risco de uma escalada no conflito no Oriente Médio.
De acordo com autoridades americanas, a ação pretende restringir o tráfego de embarcações ligadas a portos iranianos, sem impedir totalmente a navegação internacional. Em comunicado, o Comando Central dos EUA afirmou que o bloqueio será aplicado a navios que operem nas áreas costeiras do Irã.
A medida teve impacto imediato nos mercados. O preço do petróleo voltou a subir com força, ultrapassando a marca de US$ 100 por barril. Dados recentes mostram que o Brent avançou cerca de 8%, enquanto o WTI também registrou alta superior a 7%, refletindo a preocupação com o abastecimento global.
Especialistas alertam que uma interrupção mais severa no estreito pode retirar milhões de barris diários do mercado internacional. Estimativas indicam que o bloqueio pode afetar até 12 milhões de barris por dia, elevando os preços para níveis próximos de US$ 150 caso a crise se intensifique.
O Estreito de Ormuz é responsável por cerca de 20% do comércio mundial de petróleo, sendo vital para economias da Ásia e da Europa. Qualquer restrição prolongada na região tende a pressionar a inflação global e impactar diretamente o custo de combustíveis.
Diante desse cenário, analistas avaliam que o mercado energético entra em uma fase de alta volatilidade, enquanto cresce a expectativa por novos desdobramentos diplomáticos ou militares nos próximos dias.
