A Usina Hidrelétrica de Itaipu, uma das maiores produtoras de energia do mundo, pode ter sua capacidade ampliada com o uso de energia solar. Estudos apontam que a instalação de painéis fotovoltaicos sobre o reservatório do Rio Paraná tem potencial para elevar significativamente a produção elétrica, podendo até dobrar a capacidade atual da usina.
A iniciativa faz parte de uma estratégia de diversificação energética da binacional, que busca integrar fontes renováveis ao sistema já existente. Atualmente, Itaipu possui cerca de 14 mil megawatts (MW) de potência instalada, sendo responsável por uma parcela relevante do abastecimento energético no Brasil e no Paraguai.
Projetos-piloto já foram implementados, incluindo a instalação de placas solares flutuantes no reservatório. A proposta permite aproveitar áreas já ocupadas pela usina, sem necessidade de novos espaços, além de reduzir a evaporação da água e aumentar a eficiência dos painéis devido ao resfriamento natural proporcionado pela superfície hídrica.
Atualmente, a planta solar instalada em Itaipu ainda opera em escala reduzida, com capacidade de cerca de 1 megawatt-pico (MWp), suficiente para abastecer aproximadamente 650 residências. A energia gerada é utilizada internamente, sem conexão direta com o sistema hidrelétrico principal.
Especialistas destacam que a expansão da energia solar na usina acompanha uma tendência global de integração entre diferentes fontes renováveis. No Brasil, a geração solar já representa uma parcela crescente da matriz elétrica, reforçando o papel estratégico dessa tecnologia para atender à demanda futura por energia limpa.
Se confirmada em larga escala, a combinação entre hidrelétrica e energia solar pode transformar Itaipu em um modelo internacional de produção sustentável, aumentando a capacidade de geração sem a necessidade de novas barragens.
