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14 de maio de 2026
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Fim da “taxa das blusinhas” pode ampliar consumo e reduzir pressão sobre preços, diz Amobitec

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Entidade afirma que imposto sobre compras internacionais não gerou empregos e acabou elevando custos para consumidores brasileiros.

A revogação da chamada “taxa das blusinhas” foi classificada pela Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) como uma correção de distorções criadas pela política de tributação sobre compras internacionais de pequeno valor. Segundo a entidade, a cobrança não alcançou os objetivos prometidos quando entrou em vigor e acabou provocando aumento de preços no varejo nacional.

A taxa havia sido implementada em agosto de 2024 e aplicava um imposto de 20% sobre compras internacionais online de até US$ 50. Nesta semana, o governo federal anunciou a decisão de zerar a cobrança, mantendo apenas a incidência do ICMS estadual sobre as encomendas importadas.

De acordo com a Amobitec, estudos encomendados à consultoria Global Intelligence Analytics mostraram que a medida não trouxe crescimento de empregos nem aumento de renda nos setores que seriam beneficiados pela taxação. A associação afirma ainda que os principais efeitos observados foram reajustes acima da inflação e aumento das margens de lucro no varejo nacional.

A análise utilizou dados públicos da Receita Federal e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) entre os anos de 2018 e 2025. Segundo o levantamento, a cobrança reduziu a demanda por produtos importados de menor valor e afetou principalmente consumidores de baixa renda, que utilizam plataformas digitais para adquirir itens mais baratos.

O diretor-executivo da Amobitec, André Porto, defendeu que o modelo anterior criava desigualdade entre classes sociais. “A classe alta viaja e tem isenção de até US$ 1 mil. A medida justifica isenção para quem não pode viajar ao exterior”, afirmou.

A entidade reúne empresas como Amazon, Alibaba, Shein, Uber, iFood e 99. Apesar do apoio das plataformas digitais, entidades da indústria e do varejo nacional criticaram a revogação, alegando risco de aumento da concorrência com produtos estrangeiros.

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