OMS declarou emergência internacional diante da rápida disseminação do vírus no leste da África
O novo surto de Ebola na República Democrática do Congo voltou a colocar autoridades sanitárias em alerta máximo após a confirmação de ao menos 131 mortes e mais de 500 casos suspeitos. O avanço da doença também atingiu Uganda, aumentando o temor de disseminação regional e levando a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar emergência de saúde pública de interesse internacional.
O Ebola é uma doença viral grave e altamente contagiosa, transmitida pelo contato direto com sangue, fluidos corporais e objetos contaminados. Os sintomas iniciais incluem febre alta, dores musculares, fadiga intensa e dor de garganta. Em casos mais severos, a infecção evolui para vômitos, diarreia, hemorragias internas e falência múltipla de órgãos. A taxa de mortalidade pode ultrapassar 50% em determinados surtos.
Especialistas apontam que conter o atual avanço do vírus é particularmente difícil por diversos fatores. O principal deles é que o surto está relacionado à cepa Bundibugyo, considerada rara e que ainda não possui vacina ou tratamento específico aprovado. Além disso, as áreas afetadas enfrentam conflitos armados constantes, deslocamento de milhares de pessoas e dificuldades de acesso para equipes médicas e humanitárias.
Outro desafio envolve a circulação intensa de pessoas entre cidades e países vizinhos. Casos já foram identificados em centros urbanos importantes, como Butembo e Goma, o que aumenta o risco de transmissão em larga escala. Segundo autoridades internacionais, funerais tradicionais com contato direto com os corpos também ajudam a espalhar o vírus em algumas comunidades.
A OMS informou que a resposta internacional tenta acelerar o envio de equipamentos, equipes médicas e estruturas de isolamento, mas o cenário ainda preocupa devido à fragilidade do sistema de saúde local e à velocidade de propagação da doença.
