Estudo internacional aponta impactos emocionais da doença e reforça demanda por sensores inteligentes e inteligência artificial.
Uma pesquisa internacional revelou que brasileiros que convivem com diabetes defendem a ampliação do uso de tecnologias no tratamento da doença. O levantamento, realizado pelo Global Wellness Institute (GWI) em parceria com a Roche Diagnóstica, ouviu 4.326 pessoas com diabetes em 22 países, todas com idade acima de 16 anos. Do total de entrevistados, cerca de 20% eram brasileiros.
Os dados mostram que sete em cada dez brasileiros com diabetes, equivalente a 70%, afirmam que a doença afeta diretamente o bem-estar emocional. Além disso, 78% relataram ansiedade ou preocupação com o futuro, enquanto dois em cada cinco pacientes disseram sentir solidão ou isolamento por causa da condição. Entre pessoas com diabetes tipo 1, o impacto emocional é ainda maior: 77% afirmaram sofrer consequências significativas na saúde emocional.
O estudo também identificou reflexos da doença na rotina diária. Segundo a pesquisa, 56% dos entrevistados brasileiros afirmaram que o diabetes limita a possibilidade de passar o dia fora de casa. Outros 46% disseram enfrentar dificuldades em situações comuns, como trânsito intenso ou reuniões longas. Já 55% relataram problemas no sono devido às oscilações glicêmicas durante a noite.
Entre os participantes, 44% defenderam o uso de tecnologias inteligentes capazes de prever alterações nos níveis de glicose antes que ocorram complicações. Outros 46% dos usuários de aparelhos tradicionais afirmaram que sensores contínuos de monitoramento deveriam ser mais acessíveis. Além disso, 53% apontaram como principal desejo a utilização de inteligência artificial para prever futuras variações glicêmicas.
O Brasil ocupa atualmente a sexta posição mundial em número de casos de diabetes, com aproximadamente 16,6 milhões de adultos diagnosticados, segundo o Atlas Global do Diabetes 2025 da International Diabetes Federation (IDF). Especialistas defendem que o acesso ampliado às tecnologias pode reduzir complicações, internações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
