Boletim Focus aponta nova revisão para o IPCA, enquanto previsões para o crescimento da economia, taxa Selic e câmbio permanecem sob acompanhamento do mercado.
A expectativa do mercado financeiro para a inflação oficial do Brasil em 2026 voltou a recuar. De acordo com a edição mais recente do Boletim Focus, divulgada pelo Banco Central, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,13% para 5,12%, sinalizando uma leve melhora nas estimativas para o comportamento dos preços ao consumidor ao longo do próximo ano. O levantamento reúne previsões de instituições financeiras e consultorias econômicas e é considerado um dos principais indicadores das expectativas do mercado.
Para 2025, a estimativa para a inflação permaneceu em 5,09%, enquanto a previsão para 2027 foi mantida em 4,50% e, para 2028, em 4%. Mesmo com a redução da projeção para 2026, os índices continuam acima da meta contínua de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
As projeções para a atividade econômica também permaneceram praticamente estáveis. O mercado manteve a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,23% para 2026. Para este ano, a estimativa continua em 2,57%, enquanto as previsões para 2027 e 2028 seguem em 2%, indicando expectativa de expansão moderada da economia brasileira.
Em relação à política monetária, os analistas mantiveram a previsão de que a taxa básica de juros (Selic) encerrará 2026 em 12,50% ao ano. Para o câmbio, a expectativa é de que o dólar feche o próximo ano cotado a R$ 5,70, sem alterações em relação ao levantamento anterior. As projeções do Boletim Focus são acompanhadas por investidores, empresas e gestores públicos, pois servem como referência para decisões econômicas e planejamento financeiro em diferentes setores da economia.
O Boletim Focus também trouxe outras projeções relevantes para a economia brasileira. A estimativa para a inflação medida pelo IPCA em 2025 permaneceu em 5,09%, enquanto a previsão para 2026 recuou de 5,13% para 5,12%. Para 2027, a expectativa foi mantida em 4,50%, e para 2028, em 4%.
Em relação ao crescimento econômico, os analistas consultados pelo Banco Central mantiveram a projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,57% para 2025, 2,23% para 2026 e 2% tanto para 2027 quanto para 2028.
As estimativas para a taxa básica de juros (Selic) também permaneceram inalteradas. O mercado prevê que a taxa encerre 2025 em 15% ao ano, recue para 12,50% ao final de 2026, chegue a 10,50% em 2027 e termine 2028 em 10% ao ano.
No mercado de câmbio, a expectativa é de que o dólar feche 2025 cotado a R$ 5,65. Para 2026, a projeção permaneceu em R$ 5,70, enquanto para 2027 e 2028 a estimativa segue em R$ 5,75.
A meta contínua de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) permanece em 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Dessa forma, o índice pode variar entre 1,5% e 4,5% sem ser considerado fora da meta estabelecida para o país.
