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30 de julho de 2026
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Anvisa autoriza cinco novas canetas de semaglutida para ampliar tratamento do diabetes tipo 2

© Marcello Casal jr/Agência Brasil
© Marcello Casal jr/Agência Brasil

Novos medicamentos à base de semaglutida aumentam as opções terapêuticas para pacientes adultos e reforçam a concorrência no mercado farmacêutico.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de cinco novas canetas injetáveis de semaglutida destinadas ao tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 que não conseguem controlar adequadamente a doença apenas com as terapias convencionais. A decisão amplia o acesso a medicamentos da classe dos agonistas do receptor de GLP-1, conhecidos por auxiliar no controle da glicemia e também favorecer a perda de peso.

Os novos produtos registrados são Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema. Segundo a Anvisa, os medicamentos devem ser utilizados como complemento à alimentação equilibrada e à prática de atividades físicas, principalmente nos casos em que o paciente apresenta intolerância ou contraindicação ao uso da metformina, um dos tratamentos mais empregados para diabetes tipo 2.

Os medicamentos registrados receberam os seguintes nomes comerciais e fabricantes: Owozy, desenvolvido pela empresa Biomm S.A.; Seemasun, produzido pela Sun Pharma Laboratórios Ltda.; Zempneo, da farmacêutica Celltrion Healthcare Brasil Ltda.; Semavy, fabricado pela EMS S.A.; e Orsema, desenvolvido pela Biocon Biologics do Brasil Ltda. Todos são classificados como medicamentos biológicos ou biossimilares contendo semaglutida em formulação injetável de aplicação subcutânea. (Fonte: Agência Brasil).

Segundo a agência reguladora, os registros contemplam diferentes apresentações do medicamento, permitindo que o tratamento seja ajustado conforme a avaliação médica e as necessidades clínicas de cada paciente. As canetas são indicadas exclusivamente para adultos com diabetes mellitus tipo 2 e devem ser utilizadas sob prescrição médica, associadas a mudanças no estilo de vida, como alimentação saudável e prática regular de exercícios físicos.

Além da aprovação das cinco novas canetas, a Anvisa informou que continua avaliando outros pedidos de registro relacionados a medicamentos da classe dos agonistas do receptor de GLP-1. A expectativa é de que o aumento da concorrência entre fabricantes contribua para ampliar a oferta desses tratamentos no mercado brasileiro, favorecendo o acesso dos pacientes e estimulando uma redução gradual dos preços nos próximos anos.

Embora sejam popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”, os medicamentos aprovados têm indicação principal para o tratamento do diabetes. A semaglutida atua de forma semelhante ao hormônio GLP-1, estimulando a produção de insulina quando os níveis de glicose estão elevados, reduzindo a liberação de glucagon e aumentando a sensação de saciedade, fatores que também podem contribuir para a redução do peso corporal.

De acordo com a agência reguladora, este representa o maior volume de aprovações de medicamentos agonistas do receptor de GLP-1 já concedido pela Anvisa em uma única etapa. O crescimento na demanda por esses produtos está relacionado ao desenvolvimento de versões sintéticas da semaglutida e ao aumento da procura por tratamentos para diabetes e obesidade. Atualmente, 68% dos pedidos de registro de medicamentos injetáveis para essas doenças são referentes a formulações sintéticas.

A Anvisa também reforçou que sua atribuição é exclusivamente avaliar a segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos antes de autorizar sua comercialização no país. O órgão alertou ainda para golpes praticados na internet que utilizam indevidamente o nome da agência para anunciar a venda de canetas emagrecedoras. A orientação é que consumidores adquiram medicamentos apenas em estabelecimentos autorizados e denunciem anúncios fraudulentos por meio da plataforma oficial Fala.BR.

Outro alerta divulgado pela agência diz respeito à Retatrutida, medicamento que ainda está em fase de pesquisa clínica e não possui autorização para comercialização no Brasil nem em qualquer outro país. Mesmo assim, produtos irregulares têm sido ofertados em sites e redes sociais, representando riscos à saúde da população. A recomendação é que pacientes utilizem apenas medicamentos registrados e prescritos por profissionais habilitados.

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