11 membros de uma mesma família são condenados à morte na China por controlar campos de ‘ciberescravos’

Foto: CCTV

Um tribunal na China condenou 11 pessoas à pena de morte por participarem de uma organização criminosa familiar acusada de operar centros ilegais de golpes online e jogos de azar com receita estimada em mais de US$ 1,4 bilhão.

A corte intermediária de Wenzhou determinou que Ming Guoping, Ming Zhenzhen, Zhou Weichang — membros influentes da família Ming, com sede em Kokang, na fronteira com Mianmar — lideravam um esquema que mantinha trabalhadores em condições de coerção. Eles também foram responsáveis pela morte de ao menos 10 pessoas que tentaram fugir ou desobedecer ordens.

Outros cinco acusados receberam sentenças suspensas de morte por dois anos, que frequentemente se convertem em prisão perpétua, e mais 12 foram condenados a penas entre cinco e 24 anos de prisão.

De acordo com a investigação do tribunal, o grupo utilizava força armada para controlar vários complexos (“scam compounds”) no território Kokang, onde mantinham vítimas traficadas em regime de trabalho forçado para realizar golpes financeiros online, jogos de azar ilegais e outras fraudes.

Este caso se insere num esforço maior do governo chinês em reprimir redes transnacionais de fraude cibernética, especialmente aquelas situadas em regiões fronteiriças como Mianmar, Laos e Camboja, que têm utilizado vítimas internacionais e colaboradores forçados. Estima‐se que tais operações componham uma indústria global de golpes de bilhões de dólares.

Até o momento, ainda não há confirmação pública se estas penas poderão ser revistas em instâncias superiores, embora casos de alta repercussão raramente tenham decisões revertidas.

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