Boletim Focus aponta queda na projeção da inflação para 2026 e mantém estimativas para Selic, PIB e dólar

© Marcello Casal Jr - Agência Brasil

Mercado financeiro reduziu pela segunda semana consecutiva a expectativa para o IPCA, enquanto projeções para juros, crescimento econômico e câmbio permaneceram estáveis.

O mercado financeiro voltou a revisar para baixo a expectativa de inflação para 2026. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, caiu de 5,30% para 5,16%. Esta é a segunda redução consecutiva nas estimativas dos analistas, indicando uma melhora nas perspectivas para a evolução dos preços, embora a previsão ainda permaneça acima do teto da meta contínua de inflação, fixada em 4,5%.

O levantamento, elaborado semanalmente com a participação de mais de uma centena de instituições financeiras, também manteve inalteradas as projeções para os principais indicadores econômicos do país. A expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 segue em 1,99%. Para 2027, a previsão é de expansão de 1,65%, enquanto para 2028 a estimativa permanece em 2%.

No mercado cambial, os analistas continuam projetando que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,20. Para os anos seguintes, as previsões são de R$ 5,28 em 2027 e R$ 5,34 em 2028. Já a estimativa para a taxa básica de juros (Selic) foi mantida em 14% ao ano para o fim de 2026, permanecendo nesse patamar pela terceira semana consecutiva. Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano, percentual definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em junho. A expectativa predominante do mercado é de que ocorra pelo menos um corte na taxa até o encerramento deste ano, caso o cenário inflacionário continue apresentando melhora.

O Boletim Focus é uma das principais referências para acompanhar as expectativas do mercado sobre a economia brasileira. O relatório reúne previsões para inflação, juros, crescimento econômico e câmbio, servindo como importante termômetro para investidores, empresas e formuladores de políticas públicas. A próxima reunião do Copom, responsável por definir os rumos da política monetária, está prevista para os dias 4 e 5 de agosto, quando o Banco Central voltará a avaliar o cenário econômico e a trajetória da inflação no país.

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