O Corinthians comunicou que protocolou junto à Justiça os documentos solicitados pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), referentes ao acervo financeiro do clube entre 2018 e 2025, após solicitações para investigação das gestões anteriores.
A demora no envio inicial dos registros foi explicada pelo clube como consequência de uma invasão à sede do Parque São Jorge em 31 de maio, ocasião em que parte dos arquivos foi subtraída. Visando manter a integridade do processo investigativo e proteger informações sigilosas, o clube optou por entregar os documentos diretamente à Justiça, e não à promotoria, garantindo que a decisão sobre eventual quebra de sigilo seja tomada via juízo competente.
A investigação, instaurada por meio de Procedimento Investigatório Criminal (PIC), investiga supostas despesas irregulares com o cartão corporativo — incluindo gastos em lanchonetes, produtos de beleza e em empresas potencialmente fictícias — atribuídas às gestões dos ex-presidentes Andrés Sanchez, Duilio Monteiro Alves e Augusto Melo. Entre as apurações estão indícios de apropriação indébita, estelionato, falsidade ideológica, furto qualificado e associação criminosa. O MP chegou a requerer à Justiça o afastamento provisório dos três dirigentes das instâncias deliberativas do clube, mas até o momento nenhuma decisão judicial foi tomada a respeito.
Em nota, o Corinthians reiterou seu compromisso com a transparência e com o cumprimento do devido processo legal, destacando que continuará a colaborar com as demandas da Justiça para preservar a imagem da instituição.