A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no INSS realiza, nesta quinta-feira (26), uma reunião considerada estratégica para o andamento das investigações. O encontro ocorre em meio à análise do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a prorrogação do prazo de funcionamento do colegiado, fator que pode definir o futuro dos trabalhos.
Na pauta, os parlamentares devem votar requerimentos importantes, como convocações de investigados e pedidos de quebra de sigilos bancário e fiscal. Entre os nomes previstos está o presidente da Associação Nacional de Correspondentes Bancários, Lourival Rocha Júnior, cujo depoimento pode ajudar a distinguir operações legítimas de possíveis fraudes envolvendo crédito consignado.
Além disso, também estão previstas deliberações sobre relatórios de inteligência financeira e medidas relacionadas a suspeitos de participação em irregularidades. Essas decisões são vistas como essenciais para avançar na apuração de um esquema que pode ter prejudicado aposentados e pensionistas.
Enquanto isso, o STF deve julgar ainda nesta quinta a decisão do ministro André Mendonça que autorizou a prorrogação da CPMI. O tema foi levado ao plenário físico da Corte, o que amplia a visibilidade e a importância do julgamento.
Inicialmente, o prazo da comissão se encerraria no fim de março, mas parlamentares defendem a extensão para garantir a conclusão das investigações. A expectativa é que o Supremo dê a palavra final sobre a continuidade dos trabalhos, o que pode impactar diretamente a elaboração do relatório final.