Falta de acesso à educação infantil atinge 876 cidades e expõe falhas no ensino básico

Foto: Angelo Miguel/MEC

Levantamento revela que milhares de crianças ainda estão fora da escola, mesmo com matrícula obrigatória a partir dos 4 anos no Brasil.

Um levantamento recente acendeu o alerta para a educação infantil no Brasil: em 876 municípios, pelo menos uma em cada dez crianças de 4 e 5 anos não está matriculada em creches ou pré-escolas. Mesmo com a obrigatoriedade dessa etapa de ensino prevista em lei, o país ainda enfrenta dificuldades para garantir o acesso universal às salas de aula.

Os dados fazem parte de um novo indicador educacional baseado em informações de 2025, que mostra que cerca de 16% das cidades brasileiras apresentam esse cenário preocupante. A situação é ainda mais crítica em determinadas regiões. No Norte, por exemplo, 29% dos municípios não conseguem atender ao mínimo de 90% das crianças nessa faixa etária. Já no Nordeste, o índice chega a 17%, evidenciando desigualdades regionais persistentes.

Enquanto isso, regiões como o Sul apresentam índices menores, com 11% dos municípios abaixo da meta. No Sudeste, o percentual é de 13%, e no Centro-Oeste, 21%, demonstrando que o problema é nacional, ainda que com diferentes intensidades.

Especialistas apontam que a falta de vagas, dificuldades de acesso e desigualdades sociais são alguns dos fatores que contribuem para esse déficit. Apesar dos avanços ao longo dos anos, o país ainda não conseguiu universalizar o atendimento educacional na primeira infância, etapa considerada fundamental para o desenvolvimento cognitivo e social das crianças.

Além disso, o desafio se estende às creches para crianças de até 3 anos, onde a cobertura segue abaixo das metas nacionais. O cenário reforça a necessidade de políticas públicas mais eficazes para ampliar o acesso e reduzir as disparidades no sistema educacional brasileiro.

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