Durante sua participação na COP30, em Belém, a presidente do Conselho Indígena Tapajós Arapiuns (CITA), Aurecelia Arapiun, de Santarém (PA), fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao governador Helder Barbalho.
A liderança cobrou do governo federal ações concretas para a demarcação de terras indígenas e a preservação dos rios amazônicos, afirmando que os povos originários têm sido deixados de fora das discussões oficiais do evento — mesmo sendo, segundo ela, “os verdadeiros guardiões da Amazônia”.
Aurecelia destacou o apoio que as comunidades tradicionais deram à eleição de Lula e fez um apelo direto por respostas. Também comentou o cenário político em Santarém, dizendo que “em Santarém, o bolsonarismo impera”, ressaltando os desafios enfrentados pelas lideranças locais.
Em outro trecho, criticou um decreto federal que, segundo ela, ameaça rios como o Tapajós e o Madeira, e acusou Helder Barbalho de negociar territórios indígenas e permitir atividades ilegais em áreas protegidas.
Ao encerrar o discurso, Aurecelia reforçou que a luta dos povos indígenas não tem lado político, mas é pela vida e pela defesa do meio ambiente.