Maduro capturado: fim de 12 anos de ditadura em meio a intervenção dos EUA

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Desde que Nicolás Maduro sucedeu Hugo Chávez na presidência da Venezuela em abril de 2013, o país vive um período de profundas transformações políticas, econômicas e sociais que agora chegam a um desfecho dramático com sua captura neste sábado por forças dos Estados Unidos, segundo anúncio do presidente Donald Trump.

Maduro assumiu num contexto de continuidade do projeto chavista, mas rapidamente enfrentou uma economia em deterioração, com hiperinflação, queda na produção de petróleo e escassez de produtos básicos, o que gerou migrações em massa e agravou as dificuldades da população. Ao longo de seu governo, eleições foram contestadas por opositores e organismos internacionais, e o espaço democrático foi acusado de sofrer erosão diante do controle do Estado por parte de seu Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV).

A crise política interna também se intensificou nos últimos anos, com acusações de fraude, pressão de protestos populares e disputas com líderes opositores, além de sanções de países estrangeiros. Washington, em particular, passou a qualificar o regime como parceiro de narcotráfico e terrorismo, oferecendo recompensas pela captura de Maduro e impondo sanções cada vez mais severas.

No sábado, uma ofensiva militar dos EUA atingiu alvos em Caracas e outras áreas, e Trump declarou que Maduro e sua esposa foram capturados e retirados do país, em uma operação que representa a escalada mais grave nas tensões bilaterais em décadas. O governo venezuelano rejeitou a ação como agressão militar e exigiu provas de vida de seu líder, enquanto a comunidade internacional observa desdobramentos que podem redefinir o futuro político da Venezuela.

O episódio marca um ponto de virada após 12 anos de governo marcado por divisões internas, isolamento externo e desafios econômicos persistentes, culminando em um desenlace que reconfigura as relações regionais e a trajetória da nação sul-americana.

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