Michael Jackson: 16 anos sem o Rei do Pop

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Em 25 de junho de 2025, completam-se 16 anos desde que Michael Jackson, ícone global, faleceu aos 50 anos, vítima de intoxicação aguda por propofol e benzodiazepínicos. Sua trajetória começa em Gary, Indiana, onde, como sétimo filho, conquistou o estrelato ao lado dos irmãos no Jackson 5 ainda na infância.

Nos anos 1980, Jackson estourou com “Thriller” (1982), o álbum mais vendido de todos os tempos — 21 milhões de cópias só nos EUA e 27 milhões globalmente. A fusão de música, dança e cinema, exemplificada pelo videoclipe de quase 14 minutos, foi reconhecida pela Biblioteca do Congresso dos EUA . Ele se tornou o primeiro artista negro a ganhar espaço significativo na MTV com “Billie Jean”, revolucionando a indústria.

Além do sucesso artístico, Michael deixou um legado humanitário que inclui apoio ativo a instituições como Make‑A‑Wish, United Negro College Fund e a fundação Heal the World. Ele também mobilizou recursos por meio do single “We Are the World”, que arrecadou mais de US$ 60 milhões para o combate à fome na África.

Sua carreira foi marcada por escândalos – o apelido “Wacko Jacko” vinha de sua aparência e comportamento incomuns. Em 1993, vieram as primeiras acusações de abuso de menores, que seguiram até o julgamento de 2005, onde foi absolvido. Em 2019, o documentário Leaving Neverland reacendeu as controvérsias, dividindo opiniões em torno de seu legado artístico.

Ainda assim, suas canções continuam dominando as paradas – “Thriller”, “Billie Jean” e “Beat It” seguem em trilhas sonoras pelo mundo. A produção pós-morte de álbuns como Immortal mantém sua música viva. Além disso, a circulação digital segue ativa com aumento de 38% no streaming entre 2021 e 2023.

A presença de Michael no imaginário coletivo permanece marcante. Em Krindjabo, na Costa do Marfim, foi coroado “Príncipe Amalaman Anoh” em 1992 por suas raízes africanas – hoje, celebrações e futuras atrações turísticas relembram aquele momento e planejam erguer uma estátua de 6 metros. Familias, como Janet, Prince, La Toya, Tito e Jackie, mantêm homenagens constantes nas redes sociais, com mensagens emocionadas e lembranças compartilhadas no aniversário de sua morte.

Desde o cortejo público e memorial no Staples Center, transmitido para cerca de 2,5  a  3 bilhões de pessoas, até a reedição de tributos em arenas e premiações, o eco de sua influência é quase tangível. Vale destacar que seu funeral é considerado um dos eventos mais assistidos da história da internet.

Hoje, shows como MJ The Musical e a cine‑biografia dirigida por Antoine Fuqua, estrelada por seu sobrinho Jaafar Jackson, reforçam ainda mais sua presença na cultura pop. Ainda que sua vida tenha sido polêmica, seu impacto como artista, dançarino, humanitário e símbolo cultural permanece árduo e inspirador.

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