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26 de janeiro de 2026
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Astronautas retornam à Terra após 9 meses na Estação Espacial Internacional

Foto: NASA

Os astronautas da NASA, Sunita Williams e Barry “Butch” Wilmore, retornaram à Terra após uma estadia de nove meses na Estação Espacial Internacional (ISS). Inicialmente, a missão estava programada para durar apenas oito dias, mas problemas técnicos com a cápsula Starliner, da Boeing, prolongaram a permanência dos astronautas no espaço.

Em 5 de junho de 2024, Williams e Wilmore chegaram à ISS a bordo da Starliner para uma missão de curta duração. No entanto, falhas técnicas, incluindo vazamentos de hélio que afetaram o sistema de propulsão, tornaram inseguro o retorno na mesma cápsula. Consequentemente, a NASA e a Boeing decidiram trazer a Starliner de volta sem tripulação, deixando os astronautas a bordo da ISS por mais tempo do que o previsto.

Para viabilizar o retorno seguro, Williams e Wilmore foram incorporados à equipe Crew-9, composta também pelo astronauta americano Nicholas Hague e pelo cosmonauta russo Aleksandr Gorbunov. Com a chegada da nova tripulação à ISS em setembro, surgiu a oportunidade de os quatro astronautas voltarem juntos na cápsula da SpaceX.

A cápsula SpaceX Dragon desacoplou da ISS às 2h05 (horário de Brasília) e aterrissou no oceano próximo à Flórida por volta das 18h57 GMT desta terça-feira (18). O retorno à Terra envolveu uma reentrada rápida e intensa na atmosfera terrestre, com temperaturas de até 1.600ºC. Um escudo térmico protegeu os astronautas, que estiveram sujeitos a forças gravitacionais cerca de quatro vezes maiores que a da Terra. Na fase final da descida, quatro paraquedas gigantes foram acionados para garantir um pouso controlado no oceano.

A missão ganhou contornos políticos nos Estados Unidos. A permanência prolongada de Williams e Wilmore na ISS foi utilizada como argumento por aliados do ex-presidente Donald Trump para criticar a administração Biden. O bilionário Elon Musk, dono da SpaceX e apoiador de Trump, chegou a afirmar sem evidências que os astronautas haviam sido “abandonados” pela NASA. Trump também tentou enquadrar a viagem de retorno como uma operação de resgate autorizada por sua gestão, mas registros da NASA mostram que a volta dos astronautas já estava programada desde setembro.

O fracasso da missão original do Starliner levantou dúvidas sobre o futuro da cápsula da Boeing, que faz parte do programa de transporte comercial da NASA. Atualmente, engenheiros analisam o veículo em sua base no Novo México para diagnosticar os problemas ocorridos no voo. De acordo com a Aviation Week, o Starliner dificilmente retornará ao espaço antes de 2026. No entanto, a Boeing mantém confiança no projeto e trabalha para obter nova certificação de voo. Enquanto isso, a SpaceX continua dominando os voos tripulados da NASA, reforçando seu papel como principal fornecedora de transporte espacial dos EUA.

Após o pouso bem-sucedido, as equipes médicas avaliaram a saúde da tripulação, prática de rotina para astronautas que retornam do espaço, antes de decidirem os próximos passos. Posteriormente, os membros da tripulação retornarão à sua base localizada no Johnson Space Center, em Houston.

Este retorno marca o fim de uma missão que, apesar dos desafios técnicos e políticos, demonstrou a resiliência e a capacidade de adaptação das agências espaciais e de seus astronautas diante de imprevistos no ambiente espacial.

Postado por James Freitas

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