O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, intensificou as tensões com Washington nesta terça-feira ao advertir que um porta-aviões dos Estados Unidos “poderia ser afundado no fundo do mar”, enfatizando que “o exército mais forte do mundo pode levar um golpe do qual não se recupera”.
As declarações aconteceram enquanto autoridades iranianas e americanas retomaram rodadas indiretas de conversas nucleares em Genebra, mediadas por Omã, sem avanços públicos imediatos sobre as questões de enriquecimento de urânio e sanções.
Khamenei também rebateu publicamente o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmando que ele “não conseguirá derrubar a República Islâmica”, numa clara resposta às ameaças norte-americanas de ação militar caso o Irã não ajuste seu programa nuclear.
A escalada retórica ocorre em um contexto de aumento da presença militar dos EUA no Oriente Médio, incluindo a aproximação de grupos de ataque com porta-aviões na região do Golfo Pérsico, enquanto Teerã realiza exercícios e controles temporários no Estreito de Ormuz, importante rota de trânsito de petróleo.
Especialistas diplomáticos alertam para o risco de a crise se estender além dos corredores de negociação, com possíveis repercussões econômicas e de segurança global, se os lados não conseguirem atingir um acordo que equilibre a supervisão sobre o programa nuclear iraniano e o fim de sanções que afetam a economia de Teerã.
O clima de conflito latente entre Teerã e Washington continua a influenciar a estabilidade regional e o mercado de energia, enquanto aliados e rivais observam atentamente os desdobramentos diplomáticos e militares que podem definir o rumo das relações entre as duas potências.
