O Brasil reafirmou sua posição de destaque global no reaproveitamento de latinhas de alumínio, atingindo uma taxa de reciclagem de 97,3% em 2024, conforme dados atualizados da entidade Recicla Latas divulgados em 14 de agosto de 2025.
Essa performance robusta é sustentada por um sistema eficiente e consolidado de logística reversa, no qual fabricantes, recicladores e catadores cooperam para garantir que as latinhas retornem ao ciclo produtivo. Segundo o relatório, o país manteve por 16 anos consecutivos a reciclagem acima de 96%.
Em números absolutos, das 34,8 bilhões de latinhas comercializadas em 2024, 33,9 bilhões foram reaproveitadas, e o material deixa de ser resíduo e já retorna ao mercado em apenas 60 dias. Segundo o secretário-executivo da Recicla Latas, Renato Paquet, “mesmo em anos desafiadores, conseguimos manter índices elevados, o que demonstra a força da articulação entre os diversos elos da cadeia”.
A expressiva performance brasileira ocorre em contexto de maturidade do setor. Dois anos antes, o país havia alcançado um índice recorde de 100,1% de reciclagem em 2022, seguido por 99,6% em 2023, ressaltando o dinamismo e resiliência do sistema mesmo em ano atípico.
Esse modelo sustentável destaca-se no cenário mundial. Em contraste, países do G20 apresentam taxas médicas entre 60% e 80%, segundo dados recentes. O Brasil demonstra, assim, que é possível combinar crescimento industrial com responsabilidade ambiental, por meio de políticas públicas eficazes e um setor engajado.
O resultado também traz impacto socioeconômico relevante: além da preservação ambiental, o setor gera renda para milhares de catadores em situação de vulnerabilidade e fortalece cooperativas de reciclagem em todo o país.Rom ela da Goiânia.
