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27 de abril de 2026
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Canetas emagrecedoras: quando o uso pode trazer riscos à saúde e exige atenção médica

Canetas emagrecedoras: quando o uso pode trazer riscos à saúde e exige atenção médica
Canetas emagrecedoras: quando o uso pode trazer riscos à saúde e exige atenção médica

Especialistas alertam para efeitos colaterais e uso inadequado de medicamentos populares para emagrecimento.

O uso das chamadas “canetas emagrecedoras” tem se popularizado nos últimos anos, impulsionado principalmente pelas redes sociais e pela busca rápida pela perda de peso. No entanto, especialistas e órgãos de saúde alertam que esses medicamentos, originalmente indicados para tratar diabetes tipo 2 e obesidade, podem trazer riscos quando utilizados sem orientação médica.

Essas substâncias atuam imitando hormônios do organismo que controlam a glicose e aumentam a sensação de saciedade, reduzindo o apetite. Entre os princípios ativos mais comuns estão a semaglutida, liraglutida e tirzepatida, indicados apenas em casos específicos e com acompanhamento profissional .

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária reforça que o uso deve seguir rigorosamente a prescrição médica. Isso porque há registros de efeitos adversos que variam de sintomas gastrointestinais, como náuseas e vômitos, até complicações mais graves, como inflamação no pâncreas (pancreatite), que pode evoluir para quadros severos .

Outro ponto de preocupação é o uso indiscriminado ou a compra de produtos irregulares. Autoridades sanitárias alertam que medicamentos adquiridos fora dos canais oficiais podem causar “reações adversas imprevisíveis, erros de dosagem, contaminação e agravamento do estado de saúde” .

Além disso, estudos recentes também apontam sintomas como constipação, vômitos e desconfortos digestivos entre usuários, reforçando a necessidade de acompanhamento contínuo . Há ainda contraindicações importantes, especialmente para pessoas com histórico de doenças pancreáticas ou outras condições específicas.

Diante do aumento no uso desses medicamentos, a Anvisa tem intensificado a fiscalização para coibir irregularidades e garantir a segurança dos pacientes. Especialistas reforçam que o tratamento para perda de peso deve ser individualizado e acompanhado por profissionais de saúde, evitando riscos desnecessários.

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