O aumento recente no preço do petróleo, impulsionado por tensões no Oriente Médio, já começa a impactar diretamente o setor aéreo e levanta uma dúvida comum entre viajantes: vale a pena antecipar a compra de passagens? Especialistas indicam que, na maioria dos casos, sim — mas com ressalvas.
A elevação do petróleo, principal insumo do combustível de aviação, tem pressionado os custos das companhias aéreas. Em alguns momentos recentes, o barril registrou alta superior a 15%, refletindo incertezas no mercado global e afetando o preço do querosene de aviação . Como consequência, empresas do setor já sinalizam reajustes nas tarifas para compensar despesas maiores.
Esse repasse ao consumidor pode acontecer de forma gradual. Isso porque parte das companhias utiliza contratos de proteção (hedge), que garantem preços de combustível por um período, retardando o impacto imediato nas passagens . Ainda assim, a tendência é de alta nos próximos meses, especialmente se o cenário internacional continuar instável.
Diante desse contexto, antecipar a compra pode ser uma estratégia vantajosa. Isso porque, historicamente, passagens adquiridas com antecedência — entre 21 e 45 dias para voos nacionais e até 6 meses para internacionais — costumam ter preços mais baixos . Além disso, garantir o bilhete antes de possíveis reajustes pode evitar pagar mais caro no futuro.
Por outro lado, especialistas alertam que promoções ainda podem surgir, mesmo em cenários de alta. Datas específicas e campanhas das companhias continuam sendo oportunidades para economizar, exigindo atenção do consumidor.
Em resumo, com o combustível em alta e a expectativa de aumento nas tarifas, comprar passagens com antecedência tende a ser uma decisão inteligente — especialmente para quem já tem datas definidas.
