A taxa de desemprego no Brasil registrou alta e chegou a 5,8% em fevereiro, apontando uma leve deterioração no mercado de trabalho após um período de estabilidade em níveis historicamente baixos. O resultado ocorre em meio a ajustes típicos do início do ano, quando há redução de vagas temporárias criadas no fim do ano anterior.
Dados recentes da PNAD Contínua, divulgada pelo IBGE, mostram que o país vinha mantendo taxas próximas dos menores patamares da série histórica. No trimestre encerrado em janeiro, por exemplo, o desemprego estava em 5,4%, mantendo estabilidade em relação aos meses anteriores .
Especialistas apontam que o aumento observado em fevereiro não representa, necessariamente, uma reversão da tendência positiva do mercado de trabalho. Isso porque o início do ano costuma ser marcado pelo encerramento de contratos temporários, principalmente nos setores de comércio e serviços, que ampliam contratações durante o período de festas.
Mesmo com a alta, o cenário ainda é considerado favorável quando comparado a anos anteriores. Em 2025, o Brasil registrou a menor taxa média anual de desemprego da série histórica, com 5,6%, consolidando um ciclo de recuperação após os impactos da pandemia.
Além disso, o número de pessoas ocupadas segue elevado, com mais de 100 milhões de trabalhadores ativos, enquanto o rendimento médio também apresenta crescimento real, indicando melhora na qualidade do emprego .
A expectativa do mercado é de que, após esse movimento sazonal, o emprego volte a apresentar estabilidade ou até novas quedas na taxa de desocupação ao longo dos próximos meses, acompanhando o ritmo da atividade econômica no país.
