O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caminha para encerrar 2025 com um recorde histórico na dívida pública nominal. Segundo dados da Receita Federal, o montante já alcança cerca de R$ 8,5 trilhões, o equivalente a 78,3% do Produto Interno Bruto (PIB).
Cálculos do Banco Central apontam um cenário ainda mais preocupante: a dívida do setor público consolidado chegou a R$ 9,75 trilhões, reforçando o alerta sobre a sustentabilidade das contas públicas brasileiras.
Especialistas avaliam que o crescimento da dívida é resultado da combinação entre gastos elevados, taxa Selic em patamar alto e dificuldades do governo em equilibrar receitas e despesas. Mesmo com a implementação do chamado arcabouço fiscal, analistas destacam que flexibilizações recentes nas regras e o avanço acelerado das despesas continuam pressionando o endividamento.
Além das despesas obrigatórias com saúde e educação, medidas como reajustes do salário mínimo acima da inflação ampliam os gastos com programas sociais e a Previdência, gerando um efeito cascata sobre o orçamento público.
