O “Domo de Ouro” é o nome dado à iniciativa dos Estados Unidos para criar um extenso sistema de defesa antimísseis que, segundo a administração de Donald Trump, teria capacidade de detectar e neutralizar ameaças de mísseis antes mesmo de entrarem em território americano ou durante o voo. O projeto foi anunciado oficialmente em 2025 e se inspira em conceitos semelhantes ao sistema israelense “Domo de Ferro”, mas com uma abrangência muito maior e tecnologias mais avançadas.
O plano prevê uma arquitetura integrando tecnologias em solo, no mar e no espaço, com centenas de satélites equipados com sensores e interceptores que monitorariam lançamentos de mísseis balísticos, hipersônicos e até sistemas orbitais fracionários. Essa constelação espacial seria responsável por detectar ameaças, rastreá-las e direcionar mecanismos de interceptação antes de atingir alvos nos EUA.
Segundo estimativas iniciais da Casa Branca, o custo do programa seria de cerca de US$ 175 bilhões, com previsão de estar operacional até o fim do mandato de Trump em 2029. No entanto, análises do Escritório de Orçamento do Congresso apontam que os gastos com componentes espaciais ao longo de duas décadas podem ser muito superiores ao valor estimado.
Especialistas ressaltam que, além do alto custo, o projeto enfrenta desafios tecnológicos e estratégicos, pois defender um país de grandes dimensões contra múltiplos tipos de mísseis exige capacidades distintas das usadas em sistemas regionais, como o Domo de Ferro. Críticos argumentam que, embora a ideia represente um avanço conceitual, há dúvidas sobre sua viabilidade prática e o impacto que terá no equilíbrio de poder global.
O debate sobre o “Domo de Ouro” também envolve questões geopolíticas: países como China e Rússia expressaram preocupação com a militarização do espaço, afirmando que a iniciativa pode intensificar corridas armamentistas e tensões internacionais.
