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15 de março de 2026
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EUA anulam vistos de Moraes, seus aliados e familiares após tornozeleira em Bolsonaro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo dos Estados Unidos, por meio do secretário de Estado Marco Rubio, revogou os vistos do ministro do STF Alexandre de Moraes, seus “aliados na Corte” e familiares próximos, conforme divulgado em 18 de julho de 2025. A medida ocorreu poucas horas depois da Polícia Federal cumpriu mandados de busca contra o ex‑presidente Jair Bolsonaro, e o ministro Moraes determinou a colocação de tornozeleira eletrônica, proibição de uso de redes sociais e isolamento noturno para o político.

Na justificativa, Rubio qualificou a atuação de Moraes como “caça às bruxas política” e acusou o ministro de promover uma censura que ultrapassa fronteiras, “violando direitos dos brasileiros e também atingindo americanos”. Apesar das menções genéricas a “aliados na Corte”, não foram divulgados nomes específicos além de Moraes.

De acordo com fontes, além de Moraes, outros até sete ministros do STF, incluindo Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Edson Fachin, Gilmar Mendes e Flávio Dino, podem estar na lista afetada. A motivação, segundo a Casa Branca, é a resposta a medidas cautelares que visam impedir Bolsonaro de interferir no processo, intimidar autoridades e potencialmente deixar o país.

Essa reação dos EUA agrava a crise diplomática entre Brasília e Washington. Internamente, o Supremo Tribunal Federal mantém que as ações em curso visam garantir a integridade das investigações sobre alegado golpe posterior às eleições de 2022, envolvendo Bolsonaro e seu filho, Eduardo. Por sua vez, o governo Trump justificou a revogação dos vistos como “resposta a censura contra a liberdade de expressão”.

A pandemia diplomática se soma à ameaça de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, anunciadas por Donald Trump em apoio a Bolsonaro. Do lado brasileiro, representantes do STF afirmam que não se intimidarão e que seguem cumprindo seu dever constitucional.

Contexto e repercussões

  • Tornozeleira e restrições: a medida cautelar contra Bolsonaro inclui uso obrigatório de tornozeleira, recolhimento domiciliar (19h–6h), proibição de redes sociais, contato com diplomatas e investigados.
  • Pressão internacional: Eduardo Bolsonaro já atua nos EUA pedindo sanções — ele ressalta: “tem muito mais por vir”.
  • Tensão no STF: ministros afetados manifestam “afronta à soberania nacional”, conforme a deputada Gleisi Hoffmann.

A decisão de Washington destaca uma escalada diplomática com impacto jurídico, político e econômico. Seguem em aberto os desdobramentos nos tribunais brasileiros e as possíveis retaliações internacionais. Fique atento aos próximos capítulos dessa crise.

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