A proliferação de atrações que recriam o naufrágio do Titanic vem atraindo grandes públicos em diferentes partes do mundo, impulsionada por exposições imersivas com realidade virtual, projeções 360º e artefatos históricos. Iniciativas como Titanic: Uma Viagem Imersiva, programada para estrear em São Paulo com ambientes em tamanho real e objetos originais recuperados do navio, prometem transportar visitantes para dentro da história do navio que afundou em 1912 após colidir com um iceberg no Atlântico Norte.
Esses eventos não se limitam ao Brasil: em Quebec, no Canadá, a mostra Titanic. The Human Story foi prorrogada após vender mais de 240 mil ingressos, com público interessado em conhecer a vida a bordo e os destinos das pessoas que embarcaram naquela viagem fatídica. Em Leipzig, na Alemanha, outra exposição imersiva combina projeções, objetos curados e tecnologia de ponta para contar a trajetória do lendário transatlântico.
O sucesso de público reflete a fascinação persistente pela história do Titanic, presente na cultura popular desde o desastre, que vitimou mais de 1.500 pessoas e inspirou filmes, livros e arte ao longo de mais de um século. No entanto, a comercialização desse tipo de experiência suscita questionamentos sobre a ética de transformar tragédias reais em produto de entretenimento. Críticos argumentam que jogos interativos, cenários para fotos e lojas de souvenirs podem trivializar o sofrimento humano, desviando o foco da memória respeitosa para o lucro.
Por outro lado, defensores dessas experiências afirmam que a tecnologia pode ampliar o acesso à história, proporcionando educação e empatia de formas inovadoras. Alguns estudiosos destacam que o interesse em reviver eventos históricos complexos é um traço humano que remonta a séculos e que exposições bem concebidas podem fortalecer a compreensão do passado.
O debate sobre até que ponto essas recriações são apropriadas deve continuar à medida que novas atrações surgem e os públicos respondem com curiosidade e crítica.
