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16 de janeiro de 2026
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Geração de empregos formais em maio é 148,9 mil vagas, abaixo do esperado

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em maio, o Brasil adicionou 148.992 postos de trabalho com carteira assinada, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O número resulta de 2.256.225 novas contratações contra 2.107.233 desligamentos, apresentando saldo positivo, porém aquém da previsão de cerca de 179 mil vagas líquidas apontada por economistas consultados pela Reuters.

Apesar de inferior às expectativas, o resultado representa um avanço de 6,76% sobre maio de 2024 (139.557 vagas), embora ainda inferior ao desempenho de maio de 2023 (156.193). No acumulado de 2025 — de janeiro a maio —, o país já soma 1.051.244 novas vagas, resultado mais baixo que o registrado no mesmo período de 2024 (1.105.385).

Todos os cinco grandes setores da economia apresentaram crescimento no mês: serviços (70.139 vagas), comércio (23.258), indústria (21.569), agropecuária (17.348) e construção civil (16.678). O crescimento setorial reflete um mercado diversificado, porém com leve desaceleração em comparação ao mês anterior.

Por região, 26 dos 27 estados registraram avanços. São Paulo lidera com 33.313 vagas, seguida por Minas Gerais (20.287) e Rio de Janeiro (13.642). Por outro lado, o Rio Grande do Sul apresentou retração, com saldo negativo de 115 vagas. O Acre foi o campeão proporcional, com alta de 1,24% frente ao mês anterior.

Um destaque relevante foi o perfil etário das contratações: quase 98 mil das vagas foram ocupadas por jovens entre 18 e 24 anos, além de 26 mil empregos abertos para adolescentes de até 17 anos, segundo informou o ministro Luiz Marinho. Conforme ele afirmou,

“Isso derruba por terra essa certeza de muita gente que diz que os jovens não estão aceitando ir para o mercado de trabalho formal” .

Quanto ao rendimento, o salário médio de admissão caiu para R$ 2.248,71, uma redução de R$ 10,98 em relação a abril, e de R$ 1,15 em comparação a maio de 2024.

Especialistas apontam que a desaceleração é reflexo de juros elevados. O Banco Central reconheceu o vigor atual do mercado, mas sinalizou que os efeitos da política monetária mais rígida começam a aparecer. O economista André Valério, do Inter, reforça que o emprego continua aquecido, mas com perda gradual de ritmo ao longo do segundo semestre. Aguardar sinais mais nítidos de desaceleração será fundamental para avaliar a sustentabilidade do avanço formal após o ciclo de taxas de juros altas.

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