Decisão preserva cronograma de elevação tarifária para veículos eletrificados e amplia benefício para importações dentro de cota específica.
O governo federal decidiu manter o cronograma de aumento gradual das tarifas de importação para veículos eletrificados, incluindo carros elétricos, híbridos e híbridos plug-in, ao mesmo tempo em que renovou a cota de importação com alíquota zero para parte desses veículos. A medida foi aprovada durante reunião do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
A decisão preserva a política adotada desde 2024, quando o governo retomou a cobrança gradual do imposto de importação sobre veículos eletrificados, após um período de isenção. O objetivo central é estimular a indústria automotiva nacional, garantindo previsibilidade para montadoras instaladas no país e incentivando investimentos em produção local de carros de baixa emissão.
Pelo cronograma mantido, as alíquotas continuarão subindo progressivamente até atingirem o percentual integral previsto para 2027. Atualmente, os carros 100% elétricos seguem com tarifa inferior à aplicada aos veículos convencionais importados, mas a cobrança continuará avançando em etapas definidas pelo governo.
Além da manutenção da elevação tarifária, o Gecex também aprovou a renovação da chamada cota zero, mecanismo que permite a importação de um volume específico de veículos eletrificados sem cobrança de imposto de importação. Segundo o governo, a medida busca equilibrar dois interesses: ampliar a oferta de modelos no mercado brasileiro e, ao mesmo tempo, preservar a competitividade da produção nacional.
O setor automotivo acompanha a medida com atenção. De um lado, montadoras com fábricas no Brasil defendem a proteção da indústria local; de outro, importadoras argumentam que a manutenção de cotas sem tarifa favorece a expansão do mercado de veículos elétricos e acelera a transição energética no país.
Especialistas avaliam que a decisão pode impactar diretamente os preços ao consumidor nos próximos meses, especialmente em modelos importados da BYD, GWM e Tesla. O movimento reforça a estratégia do governo de equilibrar política industrial, competitividade e sustentabilidade no setor automotivo brasileiro.
