O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a sustentar a importância de elevar tributos como parte da estratégia do governo para ajustar as contas públicas e promover o desenvolvimento da indústria doméstica. Em entrevistas recentes, ele reafirmou que a expansão de algumas alíquotas não deve resultar em aumento significativo de preços ao consumidor, ao mesmo tempo em que criticou a disseminação de informações que, segundo ele, deturpam as medidas propostas.
Questionado sobre o aumento do imposto de importação sobre mais de mil itens, Haddad argumentou que a ação tem caráter regulatório e visa resguardar empresas nacionais frente à concorrência externa, destacando que mais de 90% dos produtos afetados já são produzidos no Brasil. “Não tem impacto em preço, é uma mentira o que estão falando, que isso vai encarecer”, disse o ministro em entrevista na porta do Ministério da Fazenda.
Além dessa iniciativa, o titular da Fazenda tem defendido, em diferentes fóruns e audiências públicas, a tributação de investimentos que atualmente gozam de isenção, como LCI e LCA, como forma de “fechar as contas” do orçamento de 2026 sem cortar programas sociais nem emendas parlamentares.
Críticos afirmam que a postura do governo pode resultar em maior carga tributária para o setor produtivo, enquanto aliados ressaltam que a redistribuição de direitos fiscais contribui para justiça social e sustentabilidade fiscal. Haddad também rebateu acusações de que aumentos tributários seriam inevitavelmente prejudiciais ao consumidor, destacando que medidas foram calibradas para proteger a indústria local e manter preços estáveis.
