O Exército de Israel afirmou, nesta terça‑feira, ter matado Ali Shadmani, considerado o “chefe de estado‑maior de guerra” das forças armadas iranianas, em um ataque aéreo contra um quartel‑general em Teerã. Descrito como o mais alto comandante militar ativo do Irã e braço direito do líder supremo aiatolá Ali Khamenei, Shadmani assumiu o cargo apenas quatro dias antes, após a morte de seu antecessor, o general Gholam Ali Rashid.
De acordo com comunicado do IDF (Forças de Defesa de Israel), o ataque aconteceu durante a madrugada, quando oportunidades de inteligência permitiram atingir o prédio onde Shadmani coordenava operações, originando uma ofensiva de precisão no centro de Teerã. A ação integra uma estratégia mais ampla que já eliminou pelo menos seis altos oficiais iranianos, incluindo monitores do IRGC (Guarda Revolucionária) e comandantes de centros nucleares como Natanz.
O IDF ressaltou que Shadmani era responsável por comandar tanto o IRGC quanto as forças armadas regulares, além de supervisionar planos de ataque contra Israel. Fontes militares israelenses afirmam que essas operações visam desorganizar a hierarquia de comando do Irã e reduzir sua capacidade ofensiva regional.
O suporte à ofensiva israelense vem de diversos aliados, incluindo Estados Unidos e países do G7, que confirmaram o direito de Israel de se defender, mas pedem contenção. O presidente Donald Trump, que segue envolvido nas discussões, declarou que seu objetivo não é um cessar‑fogo, mas uma “rendição total” por parte do Irã, enfatizando o fim definitivo das ambições nucleares iranianas.
Em resposta, Teerã lançou mísseis e drones contra alvos em território israelense, incluindo supostos centros do Mossad em Tel Aviv. No entanto, o número de projéteis lançados caiu – a noite anterior foi considerada a mais silenciosa desde o início da escalada – com muitos interceptados pelo sistema de defesa israelense.
A comunidade internacional segue apreensiva. A União Europeia reforçou o apelo por desescalada, enquanto o rei Abdullah, da Jordânia, alertou para riscos globais. Países como Índia, China e Tailândia iniciaram processos de evacuação civil. Além disso, ataques cibernéticos e interferências eletrônicas nas rotas marítimas do Golfo complicam ainda mais o cenário.
O ataque faz parte de uma campanha israelense designada como “Operation Rising Lion” ou “Am Kalavi”, que teve início após o fracasso das negociações nucleares com o Irã e estabeleceu um prazo de 60 dias para mudanças no programa iraniano. A continuidade das ações, agora estendidas por cinco dias, reflete uma postura israelense de eliminar lideranças adversárias e pressionar Teerã a recuar.
