Após 12 dias de confrontos diretos, Israel e Irã anunciaram uma “vitória histórica” conjunta, marcando o fim de uma breve guerra que causou centenas de vítimas e atraiu forte envolvimento diplomático e militar dos Estados Unidos e aliados.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu declarou que sua nação alcançou um triunfo estratégico, neutralizando ameaças nucleares e de mísseis balísticos. Segundo ele, “removemos duas ameaças existenciais imediatas: armas nucleares e 20 000 mísseis balísticos”. Netanyahu classificou o episódio como “uma vitória histórica” destinada a “perdurar por gerações”, e elogiou o apoio dos EUA, especialmente os bombardeios contra instalações subterrâneas em Fordow promovidos pelo ex-presidente Trump.
Do lado iraniano, o presidente Masoud Pezeshkian interpretou o fim dos combates como uma resposta vitoriosa à “agressão imposta pelo regime sionista”. A mídia estatal de Teerã reforçou o relato com animações propagandísticas, incluindo um vídeo estilo Lego promovendo a narrativa de êxito iraniano. O comando iraniano também supostamente reprimiu atividades de espionagem, efetuando várias prisões e execuções dentro do país .
Um cessar-fogo precário entrou em vigor em 24 de junho de 2025, após negociações facilitadas pelos EUA e Catar. No entanto, ambos os lados relataram violações iniciais: Israel teria realizado ataques pontuais em Teerã pouco antes da trégua, enquanto o Irã disparou mísseis durante as horas previstas de trégua.
Dados oficiais apontam cerca de 610 mortos no Irã e 28 a 29 no lado israelense, além de dezenas de feridos. Organizações internacionais manifestaram preocupação com o impacto humanitário e potenciais violações do direito internacional humanitário.
Analistas acreditam que, mesmo com o cessar-fogo, a disputa política e diplomática está longe de um desfecho definitivo: enquanto Israel afirma ter atrasado significativamente os programas nucleares e de mísseis iranianos, Washington alerta que os danos podem ser temporários . O Irã, por sua vez, resiste à pressão e suspendeu cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), complicando futuras fiscalizações.
Com a tensão ainda elevada, cresce o apelo internacional por negociações mais amplas que possam garantir monitoramento nuclear eficaz e estabilidade regional. Após essa escalada, tanto Tel Aviv quanto Teerã tentam consolidar seus resultados enquanto se preparam para o que virá a seguir — possivelmente envolvendo Gaza, estabilização política e retomada dos diálogos de não proliferação.
