Aos 18 anos, o jovem Eduardo Righetto, natural de Franca (interior de São Paulo), tornou real o sonho de estudar no exterior ao garantir uma bolsa de estudos total para Ciências da Computação na Universidade de Wisconsin-Madison. Ele foi beneficiado pelo programa “Passaporte para o Futuro”, promovido pelo Sesi, que concede financiamento integral em instituições reconhecidas internacionalmente.
Formado pelo Sesi de Franca desde o ensino fundamental, Eduardo atribui a essa trajetória toda a base necessária para competir em nível global: “O Sesi foi essencial para o meu desenvolvimento acadêmico, especialmente por oferecer diversas oportunidades extracurriculares…”, destaca. Entre os diferenciais, ele menciona a participação em robótica por três anos, chegando a atuar em campeonatos mundiais.
Ele recorda que, ao conhecer o programa, reagiu com incredulidade: “parecia algo surreal. A bolsa cobre todos os custos…”. Determinado, estudou os passos da primeira turma de bolsistas para intensificar sua preparação em 2024.
O caminho até a conquista não foi simples. Eduardo enfrentou simultaneamente o seletivo da bolsa e uma competição de robótica na Holanda. Sobre a produção do vídeo de apresentação, diz: “Fiz 430 tentativas… posicionei meu celular em cima de uma lata de lixo no pátio e gravei falando com o coração. E deu certo”.
A seleção envolveu diversas etapas, incluindo testes de inglês, lógica, redação sobre sua trajetória, currículo de atividades e entrevista em inglês sobre suas metas. No apoio diário, reafirma: “Sou infinitamente grato a todos eles” — referindo-se aos professores, gestores e familiares que o auxiliaram.
Sua escolha de universidade considerou excelência acadêmica e recepção acolhedora: “me apaixonei pela cidade… e pelas pessoas do campus…”. Para enfrentar o clima frio e a nova rotina, já retomou aulas de conversação em inglês e planeja compras de inverno com colegas brasileiros.
Embora tema a saudade — especialmente da comida caseira da avó e da mãe —, já articula manter os laços com a família via chamadas de vídeo. Ele afirma com convicção a meta de voltar ao Brasil: “Para mim, não faria sentido adquirir conhecimento se não for para repassá-lo ao meu país”.
Sua mensagem inspira perseverança: “muitas pessoas que não conseguiram a bolsa tinham algo em comum: desistiram no meio do caminho. E isso é o pior que se pode fazer…”
