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Médicos da UTI do Hospital Walfredo Gurgel ameaçam paralisação devido a atrasos salariais

Profissionais de saúde que atuam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, estão considerando suspender os atendimentos em razão de atrasos nos pagamentos. De acordo com o Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed-RN), os médicos, contratados pela empresa Serviço de Assistência Médica e Ambulatorial (SAMA), não recebem seus honorários desde outubro de 2024.

Em assembleia realizada em 18 de março, os profissionais estabeleceram o dia 25 de março como prazo final para a regularização dos pagamentos pendentes. Caso contrário, uma paralisação dos atendimentos na UTI poderá ser iniciada a partir do dia 26. O presidente do Sinmed-RN, Geraldo Ferreira, destacou que existe um acordo pré-processual, firmado em audiência de conciliação pela Justiça Federal, que estipula que os atrasos salariais não poderiam ultrapassar três meses. ​

Além do Walfredo Gurgel, outras unidades de saúde do estado, como os hospitais da Polícia, Santa Catarina, Giselda Trigueiro e Deoclécio Marques, também enfrentam atrasos nos repasses financeiros, colocando em risco o funcionamento de nove UTIs caso o governo estadual não regularize os pagamentos até o prazo estipulado.

A crise na saúde pública do Rio Grande do Norte não é recente. Em novembro de 2024, o Sinmed-RN já alertava que mais de 50% dos médicos do estado estavam com salários atrasados desde julho daquele ano, afetando diretamente a qualidade do atendimento e sobrecarregando os profissionais. ​

A situação crítica levou o sindicato a considerar uma greve geral em dezembro de 2024, como forma de pressionar as autoridades a regularizarem os pagamentos e melhorarem as condições de trabalho. No entanto, os problemas persistem, e a possibilidade de novas paralisações volta a ameaçar o sistema de saúde estadual. ​

O governo do estado ainda não se pronunciou oficialmente sobre a atual ameaça de paralisação no Hospital Walfredo Gurgel. Enquanto isso, pacientes e familiares temem pelo agravamento da crise e pela continuidade dos serviços essenciais nas unidades de saúde afetadas.

Postado por James Freitas

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