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19 de janeiro de 2026
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Pescado potiguar enfrenta colapso: exportações ao mercado dos EUA despencam 80%

Foto: Divulgação/Fiern

A pesca do Rio Grande do Norte (RN) passa por uma crise grave após a imposição de uma sobretaxa de 50% aplicada pelos Estados Unidos sobre importações de produtos brasileiros, anunciada para vigorar a partir de 1º de agosto. A medida interfere diretamente nas exportações de pescado do estado, que destinava cerca de 80% de sua produção ao mercado americano.

Segundo o Sindicato da Indústria da Pesca do RN (Sindipesca), quase toda a produção oceânica de atum potiguar depende dos EUA como comprador – cerca de US$ 50 milhões anuais – o que equivale a aproximadamente R$ 270-280 milhões. Com a tarifa, embarques de pescado congelado já foram interrompidos; o fresco ainda pode sair, mas enfrenta custos logísticos elevados.

O setor emprega atualmente cerca de 1.500 pessoas diretamente, com impacto também para milhares de trabalhadores indiretos na cadeia. Empresários debatem afastamentos coletivos e suspensão de contratos como alternativa para evitar demissões em massa.


Causas e desdobramentos

  • O principal motivo do colapso é o aumento das tarifas de importação pelos EUA, medida que eleva os custos para o comprador e torna o pescado potiguar menos competitivo.
  • O segmento já não consegue exportar para a Europa desde 2018, por embargo sanitário que afeta plantas de processamento, embarcações e controle sanitário.

Possíveis soluções

  • Reabertura do mercado europeu para pescado potiguar, mediante correções no sistema sanitário exigido pela União Europeia.
  • Apoio governamental: isenção de ICMS no óleo diesel, linhas de crédito, suspensão temporária de impostos, negociação diplomática para revisão ou adaptação da taxa.
  • Busca por novos mercados alternativos (Europa, Ásia) e diversificação de destinos de exportação, ainda que logística e barreiras fiscais dificultem a tarefa.

Conclusão

A taxa imposta pelos EUA impõe risco imediato ao setor pesqueiro do RN, cujo modelo depende intensamente do mercado norte-americano. Se não houver ação rápida para mitigar os efeitos — seja pela diplomacia comercial, apoio institucional ou readequação de mercados —, o resultado pode ser grave: embarcações paradas, perda de renda para milhares de pessoas e impacto negativo para toda a cadeia produtiva do estado.

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